quinta-feira, 22 de março de 2007

O suplício que todos passam

Ontem no serviço eu encontrei um livro de um funcionário (associado é o termo mais correto lá na empresa) que talvez tenha um tesouro escondido: mostra o sentido da vida e o nosso objetivo nela. Pode ser que eu esteja errado e que seja mais um livro marketeiro como os críticos gostam de dizer sobre o autor, mas ele me tocou na alma e recomendo a todos os que passam uma crise existencial e conjugal ( ou não): o livro se chama O Zahir do Paulo Coelho, mas acreditem é bom!! Pelo menos eu gostei, eu me identifiquei demais com muitos personagens nele, e tem certas perguntas que todos nós um dia nos esquivamos dela para que nossa vidinha medíocre possa continuar a acontecer.
A frase é: "você é feliz? Você se sente realizado(a)?" Dae tem muitas outras coisas, não vou dar detalhes até porque eu nem estou na metade do livro (parei na página 52 sou meio lento pra ler); tomara que ainda esteja lá no meu próximo plantão e eu consiga ler, senão vou ter que comprar e dar de presente pra mim e pra minha Knut (um ursinho polar que eu vivo com ela)

Outros suplícios tantálicos

Bom, talvez pensem que meu suplício esteja relacionado com as relações humanas (vide mulheres), porém não é verdade, pode estar relacionado com outras esferas da vida. Por isso nesse post vou relatar outro suplício: meu centro de entretenimento/descanso caseiro.
Ao longo dos anos, com muito esforço e suor laboral (que mentira hein, tem vergonha não?) , consegui montar na minha casa,um pouco do que um garoto de 13 anos gostaria na vida (tomando as palavras de um amigo que comentou ): tenho uma Tv de 29 polegadas com Dvd Player que toca quase todos os tipos de arquivos de filmes, cds de músicas (incluindo os mp3)e fotos, Home Theater pra melhorar os efeitos sonoros, um Playstation 2 e a matéria-prima para que eu possa utilizar todas essas ferramtenas: um Pc com banda larga...
Até aí nada demais, visto que uma boa parcela da população de classe média pra cima tem esses mesmos aparelhos, talvez até melhores, porém eu tenho a maioria dos meus desejos atendidos em um simples backup de Dvd e não desfruto deles. Exemplo?
Estou com mais de 25 jogos de ps2 e não to jogando, se eu for assistir um filme todo dia é capaz de não conseguir assistir todos que eu tenho ainda esse ano ( fora o seriado do smallville que tenho inteiro até a terceira temporada e tb a quinta, uns animes interessantes, uns filmes muito pouco conhecidos pelo público e outros que ganharam o Oscar, seriados que fizeram parte da minha infância tipo Spectroman...), tenho músicas para muuuuuuuitas horas de execução e não escuto, programas de computador que não utilizo e (burrice) tenho um dvd com 7 cds de curso de inglês que nem sei se funciona... ou seja, já ouvir falar que às vezes as pessoas só por terem o objeto do desejo, já se consideram realizadas, mas o que há de mal em utilizar o objeto do desejo? Por que eu não consigo utilizar minhas coisas??
O principal disso tudo é porque sozinho geralmente é chato e não tem com quem compartilhar; e outro porque tem um jogo online que me faz jogar por horas e me passa um sentimento de estar fazendo algo no mundo e circulando no meio social (mesmo que seja só entre nerds). Eu poderia jogar online no ps2 também, mas meus irmãos não jogariam comigo nem uns amigos que fiz através do joguinho fuleira que é Tibia.
Então o que eu quero dizer é que espero um dia poder não apenas ter, mas usar... acho que esse dia não está longe, pois estou vivendo mais meus momentos de folga do serviço fazendo pequenas coisas de útil (estou conseguindo me alimentar pessoal sem precisar ficar com pressão baixa devido falta de alimento!!!) e tirando minha bunda da cadeira que fica em frente ao computador.

terça-feira, 20 de março de 2007

O Por quê do Suplício

Eu irei eternizar alguns dos meus sofrimentos tantálicos (?!?!) no blog, acredito que alguém deve ter passado por experiências semelhantes, mas eu sismo em sofrer, inconscientemente, fico achando que um dia serei recompensado por eles (burrice é isso??)

Bom, vou usar um pouco de Ctrl + C e Ctrl + V para explicar o nome do meu blog... detalhe, eu achei a definição na wikipédia (lógico) e no site http://greciantiga.org:


"Na mitologia grega, Tântalo foi um mitológico rei da Frígia ou da Lídia, casado com Dione. Ele era filho de Zeus e da ninfa Pluto, filha de Oceano e Tétis. Segundo outras versões, Tântalo era filho do Rei Tmolo da Lídia (deus associado à montanha de mesmo nome). Teve três filhos: Níobe, Dascilo e Pélope (ou Pélops). Certa vez, ousando testar a onisciência dos deuses, roubou os manjares divinos e serviu-lhes a carne do próprio filho Pélops num festim. Como castigo (e eu sempre me castigo assim) foi lançado ao Tártaro (Hades?), onde, num vale abundante em vegetação e água, foi sentenciado a não poder saciar sua fome e sede, visto que, ao se aproximar da água esta escoava e ao se erguer para colher os frutos das árvores, os ramos se moviam pra longe de seu alcance sob força do vento. A expressão suplício de Tântalo se refere ao sofrimento daquele que deseja algo aparentemente próximo, porém, inalcançável, a exemplo do ditado popular "Tão perto e, ainda assim, tão distante"".
Houve outros personagens com o nome Tântalo: um rei de Pisa no Peloponeso, um dos filhos de Tiestes, e o primeiro marido de Clitemnestra. Mas o meu problema tem a ver com o primeiro Tântalo

Outra definição achada no site greciantiga.org:

"Tântalo abusou da amizade e da confiança com que era distinguido pelos deuses, mas não há acordo sobre o motivo exato. Teria revelado segredos divinos, ou roubado o néctar e a ambrosia (alimentos divinos e exclusivos dos deuses) durante um banquete, ou ainda teria matado o próprio filho, Pélops, e servido seus pedaços aos deuses durante um banquete para por à prova a clarividência divina.

De qualquer modo, a punição da afronta foi exemplar: preso por toda a eternidade no Hades, Tântalo estava sempre mergulhado em água até o pescoço e sob uma árvore carregada de saborosos frutos. Sofria incessantemente fome e sede, mas quando tentava mergulhar e beber, a água fugia dele; quando levantava os braços para pegar os frutos, os galhos da árvore se moviam para fora de seu alcance."

Meu primeiro Post mas não o primeiro suplício

Olá caros possíveis leitores do meu blog, como dito no título, não irei postar nem explicar tudo, pois o mais importante é que eu não esqueça dos suplícios acometidos comigo...
Hoje de manhã, dia 20 de março de 2007, manhazinha mesmo, garoando gostoso, estava saindo do serviço, quando uma colega de trabalho apareceu para a troca de turno, até aí tudo bem normal, depois que todos os funcionários foram para seus postos, ela foi para trás do biombo onde fazemos a revista de praxe, pois uma de nossas funções é revistar as bolsas e objetos que entram e saem da empresa (às vezes é bom, às vezes ruim, vemos muitas coisas que vocês pobres mortais nem imaginam que os funcionários carregam heheheh, mas minha ética não me deixa contar detalhes somente meu suplício).
Então, como ela estava meio cabisbaixa, pensei que ela iria se sentar na mesa de revista e ficar quietinha lá, mas quando fui perguntar a ela o que ela tinha que estava com um aspecto fraco, doente, percebi que ela estava tipo sei lá, trocando de roupa!!! Mas não tenho certeza, pois eu virei o rosto com vergonha de visualizar um momento desses, meio que íntimo... eu fiquei um tempão com o rosto virado esperando ela fazer o que ela estivesse fazendo, até chegar alguém para que eu pudesse revistar, e foi o que aconteceu: chegou um associado (o mesmo que funcionário no linguajar da empresa) e ela já estava sem a blusa de frio, só o uniforme mesmo.
Comentei com um colega meu que fica trabalhando no mesmo posto e no mesmo plantão e ele disse que iria chegar mais perto e não desgrudaria o olho de lá haiuahauihauaihauiha, enquanto eu fiquei pensando, e ainda fico: eu deveria ter olhado ou não? Tomara que eu esqueça logo e que talvez ela tenha só tirado a blusa de frio e não tudo como minha mente imaginativa fica maquinando ...